Partiu...
Foi no dia que partiu que ela se reencontrou...
Partiu com as malas cheias de promessas que nao cumpriram , lagrimas que nao choraram,desejos que nao concretizaram e levando assim consigo tambem tantos grandes momentos de outrora que insistia em menosprezar...
Ela reencontrou-se, reencontrou um amor do qual ja nao se recordava...
O amor por si propria.
Descobriu que outrora se amou mais , que outrora pensou mais,descobriu que vivia morta...
Ele deixou a saudade...
A saudade que embarcou junto com a tristeza, a revolta e a frustraçao de ter amado mais que aquilo que ela podia...
Foi o olhar , foi o sorriso que a fez curvar foi todos aqueles pormenores que a fizeram acreditar que os loucos eram os outros em nao os entender...
Deixou de acreditar que o amor pode ser tudo para perceber que o amor ja nao é nada, que ja nao se ama alguem que nao ouve a mesma cançao como diria Rui veloso,que o amor vence todas as barreiras como cantam os clichês, que o amor supera e fortalece, que o amor é o tempero essencial para os apaixonados percebeu que o amor era banal, que o banalizavam...
Gritava, um grito que ninguem ouvia no desespero de ver a porta bater levando consigo todos os seus sonhos a 2, levando consigo todos os projetos sonhados...
Desesperou por nao entender o animal feroz que é o orgulho...
Noites em branco e dias negros que assombravam o seu pensamento e matavam a cada dia um pouco mais a esperança que tinha de que tudo nao passa-se de um pesadelo, sentiu que era a partida para uma viagem sem volta so ida...
Chorou sentimentos...
Procurou encontrar tudo o que justificasse o som daquela porta bater...
Marterizou-se a si mesma....
Em vão...
Ninguem ama por 2...
Caiu...
Permaneceu por terra ate reunir todos os pedacinhos de si mesma daquilo que sobrou dela...
Ergueu a cabeça , limpou as lagrimas e insistiu que era importante nao desisttir...
Nao desistir dela mesma porque o que tem de ser tem muito força mas o que nao tem de ser tambem....
Sorriu, um sorriso apagado, forçado sentia-se a morrer por dentro sem o cheiro de quem partiu, o toque o abraço..
Insistia em recordar-se quando foi que se abraçaram a ultima vez e a recordaçao nao voltou...
Foi ai que percebeu que ainda que com as pernas a tremer esta em si a força de derrubar as muralhas que a sufocavam e dar o primeiro passo em funçao de si mesma...
Em funçao de nao perder o brilho de nao perder a essência daquilo que a tempera...
E eis que se ergue, nao porque nao sofrer ainda, mas porque enquanto houvessem motivos para acreditar que para amar e ser amado teria de começar por se amar a si propria...
A porta tinha batido, o som de um Adeus amargo tinha sido ouvido mas foi o olhar a intensidade daquele olhar que a fez perceber que era hora...
Era a sua hora de se erguer , tapar o buraco de onde saiu e assumir que estava nela morrer ali amarga ou deixar prevalecer a força daquilo que no fundo acreditava ser capaz...
Ela sorriu, nao porque nao estava triste mas porque passou demasiado tempo sozinha no mundo para que nao pudesse vir a ser o mundo de alguem...
Amou com tudo e ficou sem nada.
Nao se arrependeu, os sonhos que ele lhe roubou ao partir ela decidiu reconstruir ainda que passasem a ser so dela...
Ela...
Ela sente nao que mostre sempre mas ela tambem sente e por isso deixou de ser a pedra de canteiro comum e passou a ser um diamante em bruto...
Ela decidiu deixar ser o mundo a esculpir
Foi no dia que partiu que ela se reencontrou...
Partiu com as malas cheias de promessas que nao cumpriram , lagrimas que nao choraram,desejos que nao concretizaram e levando assim consigo tambem tantos grandes momentos de outrora que insistia em menosprezar...
Ela reencontrou-se, reencontrou um amor do qual ja nao se recordava...
O amor por si propria.
Descobriu que outrora se amou mais , que outrora pensou mais,descobriu que vivia morta...
Ele deixou a saudade...
A saudade que embarcou junto com a tristeza, a revolta e a frustraçao de ter amado mais que aquilo que ela podia...
Foi o olhar , foi o sorriso que a fez curvar foi todos aqueles pormenores que a fizeram acreditar que os loucos eram os outros em nao os entender...
Deixou de acreditar que o amor pode ser tudo para perceber que o amor ja nao é nada, que ja nao se ama alguem que nao ouve a mesma cançao como diria Rui veloso,que o amor vence todas as barreiras como cantam os clichês, que o amor supera e fortalece, que o amor é o tempero essencial para os apaixonados percebeu que o amor era banal, que o banalizavam...
Gritava, um grito que ninguem ouvia no desespero de ver a porta bater levando consigo todos os seus sonhos a 2, levando consigo todos os projetos sonhados...
Desesperou por nao entender o animal feroz que é o orgulho...
Noites em branco e dias negros que assombravam o seu pensamento e matavam a cada dia um pouco mais a esperança que tinha de que tudo nao passa-se de um pesadelo, sentiu que era a partida para uma viagem sem volta so ida...
Chorou sentimentos...
Procurou encontrar tudo o que justificasse o som daquela porta bater...
Marterizou-se a si mesma....
Em vão...
Ninguem ama por 2...
Caiu...
Permaneceu por terra ate reunir todos os pedacinhos de si mesma daquilo que sobrou dela...
Ergueu a cabeça , limpou as lagrimas e insistiu que era importante nao desisttir...
Nao desistir dela mesma porque o que tem de ser tem muito força mas o que nao tem de ser tambem....
Sorriu, um sorriso apagado, forçado sentia-se a morrer por dentro sem o cheiro de quem partiu, o toque o abraço..
Insistia em recordar-se quando foi que se abraçaram a ultima vez e a recordaçao nao voltou...
Foi ai que percebeu que ainda que com as pernas a tremer esta em si a força de derrubar as muralhas que a sufocavam e dar o primeiro passo em funçao de si mesma...
Em funçao de nao perder o brilho de nao perder a essência daquilo que a tempera...
E eis que se ergue, nao porque nao sofrer ainda, mas porque enquanto houvessem motivos para acreditar que para amar e ser amado teria de começar por se amar a si propria...
A porta tinha batido, o som de um Adeus amargo tinha sido ouvido mas foi o olhar a intensidade daquele olhar que a fez perceber que era hora...
Era a sua hora de se erguer , tapar o buraco de onde saiu e assumir que estava nela morrer ali amarga ou deixar prevalecer a força daquilo que no fundo acreditava ser capaz...
Ela sorriu, nao porque nao estava triste mas porque passou demasiado tempo sozinha no mundo para que nao pudesse vir a ser o mundo de alguem...
Amou com tudo e ficou sem nada.
Nao se arrependeu, os sonhos que ele lhe roubou ao partir ela decidiu reconstruir ainda que passasem a ser so dela...
Ela...
Ela sente nao que mostre sempre mas ela tambem sente e por isso deixou de ser a pedra de canteiro comum e passou a ser um diamante em bruto...
Ela decidiu deixar ser o mundo a esculpir

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