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Ela..

Se pudera explicar o tudo que cabe no coração. ..as palavras mais sentidas...ditas por quem sente e por quem nada sente...Os momentos mais queridos, as recordações de algo vivido...Os sentimentos escondidos e guardados lá no fundo, onde ninguém sente, vê ou escuta para que  se transmita uma indiferença irreal, que na realidade nada mais nada menos é do que a arma de defesa...sim!!! Em defesa do que persiste em ser e do que persiste em permanecer.... quem entenderá alguma vez? Quem explicará o porque de ter sem querer e o porque de querer sem ter, quem controla a marcha cintilante de um amor em risco? de uma paixão em fogo? da fervura de um coração já condenado?? a vida!!! Escolhas enganosas decisões certas ou erradas, num destino breve ou até ainda longínquo, num desejo de ser merecedora de mais ou d até d nada...pedia ao tempo para parar, imortalizando momentos por uma vida, abraçada na melancolia que insiste em ser marcante...tanto que se perde ou tanto q se ganha...não pairava no esquecimento não se fazia inexistente, era ali, esteve sempre ali, era marcante... turbilhão de significados confundidos de encantos ganhos ou perdidos...ninguém sabia se era ferido ou curado se vivia ou se fingia viver...sabia eu...sim la no fundo provavelmente a única por falta de querer o querido ou por falta de coragem de querer viver o ainda não vivido...Eu sei lá. ..quero saber?? Não ... não podia...não devia não era por falta d sentir me viva...era a história e o conto a confusao e o sossego era alma e o sentido de querer ser mais forte ainda de chegar onde nunca chegou... era hora... era uma vida... lembrando ao escutar o ritmo de uma música ou até o acorde de uma guitarra fugia.... fugia do que queria fugia do que até podia... lágrima que perdura que não cai pelo orgulho d não querer ser vista....porque no fim tinha que ser...tinha que fortalecer... era covardia? Talvez por saber que provavelmente perdia... perderia a sensatez de viver sem a mágoa do que ficou para traz....  Eu!?? Eu apenas pedi ao tempo a chance de alcançar a chance de poder tentar lá chegar ainda que ninguém me entenda ou ninguém queira entender afinal de contas eu viverei a minha vida e não outrem.                                        Rapariga Anônima 

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